.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
13
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

.posts recentes

. Memórias da E3 - Parte VI

. Memórias da E3 - Parte V

. Memórias da E3 - Parte IV

. Memórias da E3 - Parte II...

. Memórias da E3 - Parte II

. Memórias da E3

.arquivos

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds

Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007

Memórias da E3 - Parte VI

Havia muito ainda para contar sobre a E3. Mas vou abreviar e quiçá mais tarde continuar.

2006 foi o primeiro ano que nos juntámos às outras equipas nacionais na viagem de ida. Éramos mais que as mães, ainda por cima o pessoa da Ecofilmes, Porto Editora e FNAC resolveu vir, por isso no nosso sector do avião só se falava português de Portugal. A rivalidade existe, seria falso dizer-vos que não, mas é saudável, se bem que alguns são mais manhosos que outros.

Eu sou por natureza uma pessoa que gosta de gozar com os outros, umas vezes com razão outras não e também não gosto muito de ajuntamentos. Aprendi isso à minha custa e por isso mesmo recuso-me em 2007 de fazer entrevistas com outros portugueses. Acho pouco profissional não mexer uma palha durante a entrevista e depois aproveitá-la toda dizendo-se autor original da mesma.

O tuga quando vai à E3 quer é gajas, festas, comidas e tudo pago. Depois quando é preciso escrever todos os artigos, cria sinopses dos mesmos, umas fotos, um texto ranhoso a explicar o que é a E3 (todos os anos) e os leitores que se lixem. Quando se paga a uma equipa de 3 redactores é para se ter a certeza que são os melhores a fazer a cobertura. A realidade demonstra que não é verdade.

E por isso mesmo elogio uma pessoa. Não vou dizer o nome dela, porque ela sabe muito quem quem é. E não, não sou eu. Foi sózinha um ano, teve vários problemas e mesmo assim, fez na sua revista, uma das melhores coberturas da E3 que eu li até hoje. Tiro-lhe o chapéu!

Pessoalmente, 2004 foi para mim o ano que fiz a melhor cobertura. Em 2005 tive problemas com a falta de luz na E3 e com insónias durante a noite e em 2006 o deslumbramento de ir acompanhado fez-me perder a noção do que devia fazer. E acreditem em mim, não é nem nunca será fácil fazer a cobertura de um evento com o tamanho da E3.

São muitas horas sem sono, muitos problemas à chegada na recuperação física e psicológica, é o facto de estarmos num país que vive a 200% à hora, onde não sabemos o que vai acontecer no segundo seguinte. São as horas perdidas em aeroportos, a comida que é tudo menos comida e a sensação que podia fazer mais e melhor.

Em 2007 pela primeira vez não vou fazer nenhuma feira americana. Os mais novos têm que ganhar experiência e os meus conhecimentos e contactos foram sabiamente transmitidos ao vivo em 2006. Naturalmente vou viver intensamente as feiras, vou ajudar nas marcações e planeamento de agendas e acompanhá-los diariamente a partir de Portugal.

Fim

sinto-me:
tags:
publicado por realidadefictional às 23:16

link do post | comentar | favorito
Sábado, 6 de Janeiro de 2007

Memórias da E3 - Parte V

As viagens para a E3 estão cheias de histórias. No primeiro ano que fui para LA sózinho, perdi-me no aeroporto de Frankfurt. A minha sorte foi que o avião para LA partia 3 horas depois da minha chegada ao aeroporto, mesmo assim perdi uma boa hora e meia para encontrar a porcaria do terminar internacional.

No 2ª ano de E3 fui pela Air France e quando cheguei ao aeroporto verifiquei que tinha de andar uns bons 4 quilómetros do terminal de chegada até ao terminal internacional... tinha 1 hora e meia para o fazer. No regresso o avião atrasou-se e tinha de fazer o mesmo percurso em meia-hora. Foi terrivel, estava cansado da viagem e o que mais queria era a minha cama verdadeira, por isso corri desalmadamente e pedia aos balcões para impedirem o meu avião de partir para Lisboa. A minha sorte foi que um PR que vinha comigo tinha conseguido um caminho mais curto e fez tudo para eu entrar no avião.

Nesta mesma viagem em LA o avião demorava a partir (2 horas de atraso). As informações era que havia um problema mas ninguém sabia o que era. Deram-nos um vale para jantar quando entrámos finalmente no avião, aconteceu uma coisa mesmo surreal. As hospedeiras fecharam as portas, todos apertamos os cintos e o comandante do avião disse o seguinte: Senhores passageiros, como sabem estamos atrasados. Os técnicos tiveram que mudar o computador de bordo devido a apresentar problemas. Tenham uma boa viagem... a minha vontade era gritar e dizer que queria ficar em terra, mas o cansaço falou mais alto e pouco tempos depois de termos levantado adormeci, acordando quando faltava 1 hora para chegar a Paris.

No meu terceiro ano de E3, no regresso e já escaldado das minhas correrias no aeroporto de Paris, quando cheguei verifiquei que faltava precisamente 1 hora para o avião de Lisboa partir. Recusei-me a sair do avião enquanto não me arranjavam transporte para me colocar no outro avião. O comandante do aparelho teve a bondade de me fazer a vontade e uma hospedeira de terra levou-me até ao outro terminar.

continua...

sinto-me:
tags:
publicado por realidadefictional às 19:18

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Memórias da E3 - Parte IV

Falemos então do primeiro dia de pré-eventos. A partida do hotel foi marcada para as 7 horas em ponto e um taxi deixou-nos no centro da cidade. A PR da Activision foi muito simpática ao aceitar a entrada do meu operador de câmara, mesmo sabendo que ele não podia gravar nada. Os dois assistimos a uma das mais pobres apresentações da Activision em LA... fiquei muito desiludido e disso isso mesmo depois à Suzanne.

Terminada a apresentação e visto que os dólares eram curtos, aproveitamos a comida gratuita para tomarmos o pequeno-almoço e almoçarmos também. Poupámos o dinheiro do táxi para Culver City porque um outro jornalista nos levou no seu carro alugado (uma bomba). Estacionámos o carro no parque de estacionamento da Sony e preparámos para percorrer um quarteirão. Não, não é igual aos nossos, estes podem ter entre 1 quilómetro e 10 quilómetros. Este era bem grande porque percorria em largura os estúdios da Sony.

A entrada foi stressante porque não sabia se o operador de câmara entrava e se tinha acesso aos "feeds". Felizmente tudo correu bem e procurámos lugar para descansar e comer alguma coisa. Esta 2ª Feira foi muito quente e rápidamente ficámos cansados com o sol do deserto (LA fica praticamente à beira do deserto mexicano). O evento foi mais ou menos bom, eu esperava mais. No final todos fomos privilegiados com a primeira sessão jogável da PS3.

Ken Kutaragi por seu lado, estava atarefado a despachar entrevistas, o desgraçado foi praticamente rodeado por todos nós. No final tinha chegado a hora de irmos para o hotel, uma viagem de autocarro até o centro de LA e depois um táxi até West Hollywood. Confesso que tenho medo do centro de LA à noite. Todo o mundo tem medo, porque faz fronteira com os bairros pobres e por volta das 19h uma turpe de gente esquesita começa a invadir aquela zona. É durante a noite, a zona mais perigosa de LA.

Chegámos ao hotel, preparar textos e videos e cama que só tinhamos 4 horas para dormir! No 2º dia foi igualmente stressante, conferência da Microsoft e da Nintendo. Na da Microsoft o operador de câmara tinha acesso ao evento e eu tive que esperar pelo Fernando da Microsoft uqe arranjou uma solução muito original, entrei com o passe de um colega que não foi à E3.

Na conferência da Nintendo eu tinha passe para o evento mas o operador de câmara não tinha. Entrei em primeiro lugar e ele pouco antes do início do evento conseguiu entrar e gravar a conferência de imprensa. São situações que acontecem todos os anos e que vos mostram o quanto a gente sofre lá fora, apanha sustos, ganha amizades, conhece novos mundos, tudo por amor aos videojogos e à necessidade de transmitir as nossas emoções aos leitores das nossas revistas.

Ai vai continuar! 

sinto-me:
tags:
publicado por realidadefictional às 02:35

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007

Memórias da E3 - Parte III

No primeiro dia de pré-eventos de 2006, pela primeira vez tive a companhia de um operador de câmara. Deste facto retirei algumas conclusões:

1 - O trabalho dos operadores de câmara é mesmo lixado.
2 - Os operadores de câmara são uns heróis, suportam quilos e quilos todos os dias.
3 - Precisam de ter força e capacidade agressiva para arranjarem as melhores posições para filmar.

O nosso operador de câmara suportava tudo com um sorriso. Via-se que gostava do que fazia e era terrivel quando chegávamos dos eventos e ele tinha que tratar as filmagens de forma a que todos no dia seguinte tivessem a oportunidade de ver em Portugal. Aconteceu com as conferências de imprensa que enquanto dormíamos eram descarregadas no nosso servidor.

No primeiro dia fiz equipa com ele. Activision e Sony foram os eventos e se no primeiro evento tudo foi tranquilo no da Sony os nervos foram muitos. Primeiro não tinhamos a garantia que conseguíamos acesso aos "feed", essencial para as filmagens. Os "feed" são o sinal audio e vídeo dos eventos e cada equipa tinha o seu local para connectar os respectivos cabos às suas câmaras de filmar.

As equipas de filmar presentes no evento da Sony eram mais que muitas e de todo o mundo e o local delas metia dó. Estavam localizadas atrás do estúdio, em cima de um íngreme palanque que tremia por todos os lados. O nosso operador teve que lutar por um bom lugar e depois disse-nos que sempre que alguém se mexia, aquilo tremia imenso.

Vai continuar...

sinto-me:
publicado por realidadefictional às 23:36

link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Memórias da E3 - Parte II

Os sete dias da semana E3 são divididos em 3 partes. Na primeira que é a chegada, tenta-se descontrair no final do Sábado e no Domingo, para combater o fuso horário e os seus malefícios. Um dos truques é não dormir na noite da partida e dormir umas horas no avião. O outro é movimentarmos muito quando chegamos, isto é, fazemos o check-in no hotel e depois vamos passear, jantar e passear outras vez, de forma a ficarmos ainda mais cansado.

Desta vez o material que levámos era tanto que demorámos algumas horas para o instalar naquele que seria a nossa redacção da E3. Portáteis, câmaras fotográficas, câmera de filmar e toda a sua parfenália que era necessário montar e testar, instalar a Net, enfim foi muito cansativo e bateu a todos. No final só deu para jantar e ir para a cama (e eu comecei o meu pesadelo).

No Domingo é dia para descontrair, conhecer locais novos, etc. Este ano os meus dois colegas eram novatos e por isso mesmo levei-os até Santa Mónica, mais precisamente até à praia e depois à Promenade que é uma rua tipo rua Augusta cujas lojas estão abertas até altas horas da noite. Ora aqui eu cometi um erro... disse que podiamos ir almoçar ao Hooters que é um restaurante muito peculiar de LA. E eles quiseram conhecer o passeio da fama em Hollywood que é no outro lado da cidade.

Acabámos por almoçar num ranhoso McDonalds e tirar fotos às estrelas dos famosos e às personagens que pululam por ali. O que devia ser um dia de descontração e descanso acabou por sempre um dia muito cansativo e isso iria reflectir uns dias depois.

Chegámos ao primeiro dia dos pré-eventos. Para que dêm mais valor às pessoas que vão à E3 buscar noticias em português para Portugal, deixe-me que vos diga que o dia começou às 7 da manhã com ida para o centro de LA e terminou à 1 hora da manhã com a chegada ao hotel, sem jantar e completamente arrebentados. E no dia seguinte tinhamos que estar às 7 da manhã em Hollywood.

Continua...

sinto-me:
tags:
publicado por realidadefictional às 21:23

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Memórias da E3

A última E3 foi pródiga em momentos invulgares. O primeiro foi quando chegámos ao hotel e nos exigiram dólares pelo quarto porque o pagamento que nunca na minha vida chegou a horas ainda não tinha entrado. Telefonema para Portugal, contagem dos dólares e os três lá tivémos que repartir o valor exigido.

A empresa alugou um loft para 3 pessoas que era muito engraçado e admito ter sido um bom poiso para todos... menos para mim. Tudo porque um desgraçado tinha que ficar a dormir num sofá-cama, apetrechados com todas as molas ferrugentas do mundo inteiro, enquanto os outros dois iriam dormir numa bela cama com um fofo colchão no 1º andar do loft. O desgraçado fui eu que por causa do cansaço ao 4º dia já só queria uma cama fofa, mas nunca ninguém se incomodou de dizer se queria mudar.

O outro momento foi os banhos. Confesso que me incomoda ter pessoas ao meu lado durante os meus momentos de privacidade, sobretudo no que diz respeito a banhos e duches e mesmo a vestir. Por isso era sempre o primeiro a acordar, o primeiro a vestir-me e o primeiro a chegar do trabalho para me lavar. Semanas depois da E3 soube que os meus dois colegas me consideravam um porco javardo que em 7 dias nunca se lavou... meu Deus!

A E3 própriamente dita tem centenas de momentos invulgares para relatar. Por exemplo, as apresentações préviamente acordadas em Portugal nunca saiem como nós queremos. O tempo corre a nosso desfavor e velozmente. As milhares de pessoas que deambulam no recinto da feira só complicam a nossa tarefa e sobretudo o tamanho do recinto que nos obriga a percorrer dezenas de quilómetros todos os dias.

Do hotel até à feira o autocarro demora 1 hora de caminho e convém chegar por volta das 8 horas à E3. Na chegada, despejar textos no portal, preparar imagens, almoçar às 20 horas e dormir... bem dormir é quando não conseguirmos aguentar de pé, por vezes apenas 3 - 4 horas de sono por dia, durante 6 dias.

Os pés sofrem imenso e desta vez eu tive um grande problema por causa de ser diabético, O calçado que levei não era o mais apropriado e os meus pés todos os dias fervilhavam de dores. Quando chegava ao hotel tinha que os lavar cuidadosamente e meter creme.... mas os meus colegas continuam a achar que eu era um porco javardo que nunca me lavava... pois!

Continua....

sinto-me:
tags:
publicado por realidadefictional às 16:47

link do post | comentar | favorito

.links